terça-feira, 25 de dezembro de 2012
sábado, 22 de dezembro de 2012
Projeto de lei que proíbe rodeio
" O deputado federal Ricardo Tripoli (PSDB/SP) apresentou, na última terça-feira, o Projeto de Lei 2086/2011 que proíbe a perseguição de animais em provas de rodeios. Segundo o texto levado ao Plenário da Câmara Federal, considera-se infrator o responsável da licença, ou alvará, que autorizou a realização do evento em que foram executadas as práticas contra os animais, bem como a autoridade, agente ou servidor que concedeu alvará ou licença para a realização do evento. A multa poderá chegar a R$ 30 mil. Em caso de reincidência, o valor dobrará. " Fonte
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Musica de protesto
Esse projeto de lei esta causando varias polemicas entre o plenário, as pessoas que são a favor da lei e as que são contra. O programa do Rio Grande do Sul, Conversa Cruzada, discutiu sobre o teme e teve a participação da advogada Marcia Suarez, da ONG Chicote Nunca Mais, o presidente da Confederação Brasileira da Tradição Gaúcha, Manoelito Savaris, a socióloga e psicóloga Eliane Lima e o narrador de rodeios Lairton Pinheiro.
Confira o debate:Vídeo 1
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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
quinta-feira, 6 de dezembro de 2012
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Protetora dos animais agride cão
Uma mulher que diz ser uma ativista dos direitos dos animais foi filmada (assista) espancando um cão em Ottumwa, no estado do Iowa (EUA). Noelle Stanbridge foi presa depois que um morador enviou o vídeo para as autoridades, segundo reportagem da emissora de TV "ABC 5".
Apesar das imagens mostrando as agressões, Noelle alegou que ama os animais, tendo, inclusive, salvado dezenas de vira-latas na região de Ottumwa.
Desfile de porcos assados
Um festival em Quezon city, nas Filipinas, contou com um desfile de porcos assados fantasiados. Entre os destaques, um dos suínos foi transformado em uma cantora, enquanto outro virou piloto de automobilismo. Donos de lojas fantasiam os porcos para fazer propaganda de seus estabelecimentos. Evento é realizado todos os anos no país.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Mel
Abelhas sentem dor?
Sim. Abelhas e outros insetos sentem dor, segundo pesquisador da USP. A matéria foi publicada em setembro de 2011 e explica a conclusão do fisiologista Gilberto Xavier. LeiaDepoimento do ex-apicultor Leandro Petry:
“ Por um período de cerca de 6 anos, participei da extração de mel de modo bem “artesanal”, mas que pouco difere do modo profissional, uma vez que os equipamentos para tal atividade são baratos e de fácil aquisição. Por período de tempo que não me recordo com exatidão, vi também outras pessoas compartilharem desta prática, sendo que algumas delas a faziam com finalidade comercial. A prática que ainda é vista de maneira passiva quanto ao bem estar das abelhas e, até mesmo, do meio ambiente, de responsabilidade ambiental pouco tem e a compaixão para com os animais, é inexistente. No texto adiante, relato minha experiência com a apicultura no pequeno intervalo em que me encontrei como colaborador da prática.
A fase inicial consiste em acender a brasa dentro do fumigador. O material utilizado para a combustão varia. No nosso caso, usávamos palha e sabugo de milho triturado na maioria das vezes, mas houve casos em que um pouco de serragem foi adicionado. A fumaça sempre esteve longe de ser suave, muito pelo contrário, era densa e de difícil inalação, tanto que, o mais leve dos ventos, ao carregá-la para próximo de nossos olhos, causava profunda irritação e logo desatávamos a lacrimejar. Para as abelhas então, a menor das baforadas, tombava-as ao chão onde permaneciam por longo período, contorcendo-se e, não raramente, acabando por morrer.
Sua morte e sofrimento não eram apenas provenientes da asfixia pela fumaça, mas também porque a fumaça, logo que sai da fonte, é muito quente, e com isso acabava matando e torturando também pela queima.
Após vestirmo-nos e o fumigador encontrar-se apto para o serviço, passávamos a abrir as caixas onde se encontravam as colmeias. Primeiro, dávamos uma baforada na abertura por onde as abelhas tinham o acesso do meio interno ao meio externo, e vice-versa, da colméia para que não saíssem da mesma e nos atacassem. Esse era o nosso “cartão de visitas”, e já ele deixava claro o quão mal fazia a fumaça aos pequenos insetos, pois, a partir daquele momento, tornavam-se muito agitadas e agressivas e alguns indivíduos eram mortos. Na sequência, a caixa era aberta. Logo que isso era feito, mais vezes o fumigador era posto para trabalhar, porém agora diretamente sobre as abelhas, as larvas e os ovos e todas as demais estruturas da colméia. O objetivo era fazer com que se não pudessem voar e, novamente, nos atacar, não obstante, muitas o faziam, mesmo muito atordoadas e intoxicadas, e frequentemente acabavam por cair no chão e ali agonizavam, muitas vezes até a morte.
Após toda essa agressão de nossa parte, passávamos a tirar os favos de mel e logo íamos à procura das celas que continham a geléia real e as larvas que dariam origem às próximas rainhas para que matássemos a mesmas, impossibilitando a formação de novos enxames e um possível enfraquecimento do atual. Nessa parte, matávamos muitas abelhas, pois esmagávamos muitas com as nossas mãos e com os instrumentos usados na etapa em questão, além do número de insetos mortos que aumenta devido também ao uso do fumigador.
A etapa seguinte era a centrifugação dos favos para a retirada do mel. Isso sempre era feito pela noite, pois então as abelhas estariam menos agressivas e estão podíamos nos vestir com roupas “normais”, pois com elas ficávamos mais a vontade, e nos tranquilizar quanto à possibilidade de sermos ferroados. Mesmo tentando retirar todas as abelhas dos favos, muitas neles permaneciam e eram postas justo no centrifugador, onde, mais uma vez, morriam em grande número, fosse por afogamento no próprio mel que elas haviam fabricado fosse por esmagamentos nas engrenagens da máquina utilizada nesta etapa.
A extração do mel sempre esteve longe de ser gentil e de não gerar morte e sofrimento
às abelhas.
Deveria mais era ser caracterizada como um roubo, uma vez que a própria palavra “extração”, ou “retirada”, não tem competência etimológica para designar a falta de valores éticos e morais para com os animais que precedem a prática da apicultura. Sendo ela realizada com finalidade comercial ou para consumo próprio, em larga ou pequena escala, com ou sem a utilização do fumigador, etc. Partilho da minha experiência para afirmar, que NÃO, A APICULTURA NÃO É UMA PRÁTICA PACÍFICA E HUMANITÁRIA!”
Leandro Petry
Ex-apicultor, ex-piscicultor, ex-pecuarista e ex-avicultor
A etapa seguinte era a centrifugação dos favos para a retirada do mel. Isso sempre era feito pela noite, pois então as abelhas estariam menos agressivas e estão podíamos nos vestir com roupas “normais”, pois com elas ficávamos mais a vontade, e nos tranquilizar quanto à possibilidade de sermos ferroados. Mesmo tentando retirar todas as abelhas dos favos, muitas neles permaneciam e eram postas justo no centrifugador, onde, mais uma vez, morriam em grande número, fosse por afogamento no próprio mel que elas haviam fabricado fosse por esmagamentos nas engrenagens da máquina utilizada nesta etapa.
A extração do mel sempre esteve longe de ser gentil e de não gerar morte e sofrimento
às abelhas.
Deveria mais era ser caracterizada como um roubo, uma vez que a própria palavra “extração”, ou “retirada”, não tem competência etimológica para designar a falta de valores éticos e morais para com os animais que precedem a prática da apicultura. Sendo ela realizada com finalidade comercial ou para consumo próprio, em larga ou pequena escala, com ou sem a utilização do fumigador, etc. Partilho da minha experiência para afirmar, que NÃO, A APICULTURA NÃO É UMA PRÁTICA PACÍFICA E HUMANITÁRIA!”
Leandro Petry
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domingo, 11 de novembro de 2012
Incompetência ou má-fé?
Se houvesse um troféu para a equipe mais perdida em relação ao vegetarianismo na televisão brasileira, com certeza o título iria para as mãos do pessoal do Programa “Mais Você”, da apresentadora pecuarista Ana Maria Braga. É difícil saber se é pura incompetência ou se há interesses econômicos e políticos atrás desta que é uma das maiores gafes que o programa já cometeu.
Através de seu site, o programa “Mais Você”, da Rede Globo, publicou um “Especial Vegetariano”, com 14 receitas para quem quer deixar a carne de fora do cardápio. Surpreendentemente, das 14 receitas propostas, 12 contém pernil de porco, caldo de frango, caldo de galinha, atum ou bacon.
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quinta-feira, 1 de novembro de 2012
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Repórter Record
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domingo, 14 de outubro de 2012
Quando o medo vai embora o amor fica
A família gato prepara-se para dormir. Mamãe-gato aconchega o filhote entre as patas. O gatinho descobriu um monte de coisas novas durante o dia. Mas será que de noite ele vai ter medo do escuro? Será que o bichano vai sonhar com seus aprendizados e aventuras diurnas? Talvez ele tenha aprendido que não se brinca com cachorros treinados para atacar. Talvez ele tenha aprendido isso de forma brusca com um ferimento grave ou trágica com a morte de um de seus irmãos-gato. Pode ser que ele tenha subido onde era alto demais ou engolido algo que não devia.
Pode ser que o destino ou o acaso o fizeram cair, se queimar, se prender, sofrer, se perder, ter fome, se sentir sozinho.Ficar preso e se soltar, cair e se levantar, machucar-se e curar-se, aprender a viver (e a não morrer), tentar ser alimentado, cuidado e principalmente, ser amado, fazem parte do dia-a-dia dos filhotes felinos (e humanos, claro, bebês, crianças, jovens, idosos...).
Mas como é possível aprender a viver num mundo sem a mamãe? Sem o papai? Como é possível um mundo sem o irmão ou irmã que se foram? Sem o filho ou filha? Sem as pessoas queridas, do mesmo sangue ou não, todas ligadas a nós por aparentemente irrompíveis laços afetivos? Como continuar a vida sem os avós? Minha avó me dizia que para morrer, basta estar vivo. Como é possível viver sabendo que existe a morte? Sabendo que de uma hora pra outra podemos ficar sozinhos no mundo? Como é difícil conceber passar alguns momentos sem ninguém para nos amar de verdade... Então como é possível atravessar uma noite inteira sozinho? Ironicamente, logo cedo, somos obrigados pela vida a enfrentar o medo da morte e de enfrentar sozinhos o medo de ficar sozinho. Porque mesmo com alguém dormindo ao nosso lado, para a escuridão do nosso sono não nos é permitido levar ninguém.
Bem, a não ser nos sonhos. Mas se não estivermos tranquilos, nos sentindo protegidos, alimentados, quentinhos, acolhidos e amados o sonho vira pesadelo. E o pior, depois de um pesadelo, acordar, de fato, sozinho no escuro... é amedrontadoramente terrível!
Mas o que as histórias nos ajudam a levar conosco para os sonhos? O que as histórias podem fazer pelo nosso amedrontador e ancestral pavor noturno? Pelo nosso medo de dormir no escuro e ilusória e consequentemente sermos abandonados, vivermos sem amor e morrermos solitários?
A mãe-gato mostra o que ela faz com a inquietude durante o sono de seu filhote...
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
Historia de superação
Após ser levado para uma entidade de proteção aos animais na Califórnia, a sorte do pit bull começou a mudar. O grupo entrou em contato com Amanda Giese, fundadora da Panda Paws, uma fundação que ajuda cães considerados "inadotáveis". No dia seguinte o animal foi levado para Vancouver, no Canadá, onde passou por avaliações de um grupo de veterinários.
Veterinários e ativistas que tiveram contato com London, viam nele uma fonte de inspiração de esperança. O jeito afetuoso e a animação do pit bull mesmo diante de tantas adversidades cativou a todos. Assim o cachorro ganhou o nome de London, em homenagem a cidade sede dos jogos olímpicos.
Eles concluiram que os danos causados nas patas do animal eram muito graves e que o fato de ele não ter recebido tratamento complicavam as chances de alinhamento dos ossos, para piorar ainda havia a chance de infecções e complicações dos ferimentos.
Os veterinários decidiram por amputar as patas de London, que desde então aprende a readaptar o corpo para se equilibrar sobre duas patas. Mesmo assim ele precisou de uma cadeira de rodas para aliviar a tensão sobre a coluna.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Bib'sfiha tem a carne mais gostosa
Para divulgar seu produto mais famoso, a rede de lanchonetes Habib’s lançou uma campanha surreal sobre como é fabricada a esfiha de carne. No filme publicitário, criado pela agência Publicis, de São Paulo, o ator pede uma esfiha a um garçom da rede e é levado a conhecer a produção de seu pedido. Com sua cadeira transformada em uma espécie de “trem fantasma”, ele viaja entre as etapas de produção. Na primeira etapa, onde deveria ser o matadouro, existe uma fazendinha com uma mulher acariciando uma vaca. Segundos depois, “surge” um monte de carne moída e o filme segue para as outras etapas.
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Quem são os animais ?
No município de Beruri no interior do Amazonas grupo de que ganhou as eleições chamados de "intelectuais" amarraram, arrastaram e surraram um porco até a morte representando o candidato adversário.
Quem são os verdadeiros animais?
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
A História de Sofia
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Libertação
Mais de 160 patos viviam em espaços minúsculos com mulher
que os comprava pela internet
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Cruelty Without Beauty
Crueldade Sem Beleza
Arch Enemy
Câmara de tortura desinfectada
Um matadouro científico
A morte deles é o preço de seu progresso
Se estas paredes pudessem falar, elas gritariam
Sem empatia
Sem dignidade
Crueldade sem beleza
Crueldade sem beleza
Retórica arcaica sua defesa fraca
Suas vítimas não têm escolha, nem voz
Olhe em seus olhos, ainda faz sentido?
Um saco plástico é seu vestido fúnebre
Sem empatia
Sem dignidade
Crueldade sem beleza
Crueldade sem beleza
Um legado do mal é o que você perpetua
O sangue deles não pode ser lavado
Em meus olhos o destino brutal que você merece
Em seus sonhos você vai ouvi-los gritar
Leia também
Teste em animais¹
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domingo, 9 de setembro de 2012
Ganha um picolé ...
.. de chuchu quem adivinhas qual é a espécie de mamífero mais numerosa do Brasil.
Desde 2005 há no país mais bois e vacas do que homens e mulheres.
Os 200 milhões de boivinos brasileiros ocupam um espaço três vezes
maior do que toda a área cultivada do país.
Consomem quatro vezes mais água e
produzem oite vezes mais dejetos do que a população inteira.
Poluem solo, rios e mananciais e emitem anualmente
mais metano na atmosfera do que os humanos conseguiram em dez anos.
Tudo isso degrada nossa terra e põe lenha no aquecimeno global.
Ajude a parar com esse estrago.
Faça parte da solução: seja vegetariano.
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sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Não mate os animais para comer mamãe
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terça-feira, 4 de setembro de 2012
McDonald's Vegetariano
As lojas têm abertura prevista para o próximo ano na cidade indiana de Amritsar e na pequena cidade de Katra. Amritsar é conhecida por ser o lugar Sikh mais sagrado e Katra, é o segundo maior sítio de peregrinos no país.
Num mercado emergente como a Índia, são cada vez mais as empresas estrangeiras de cadeias de “fast-food” que adaptam os seus produtos à realidade indiana, de modo a conseguirem mais clientes.
Sendo a imagem de marca da McDonald’s o hambúrguer de vaca, a empresa tem encontrado algumas dificuldades na implementação da sua marca no país já que a maioria dos Hindus têm a vaca como objecto sagrado, como divindade. Em alternativa a McDonald’s vende apenas hambúrgueres de frango e já tem alguns produtos vegetarianos como o “The Veggie”, “McAloo Tikki” (batata condimentada, frita) e o McSpicy Paneer (hambúrguer feito de queijo tradicional indiano).
“Como vai ser um restaurante exclusivamente vegetariano, teremos que ponderar a criação de mais produtos” disse Maini, porta-voz da empresa na Índia.
A McDonald’s já tem 271 lojas abertas na Índia e espera duplicar esse número nos próximos três anos.
A multinacional não é a única a criar novos menus vegetarianos no mercado indiano. Outras empresas são: Domino’s Pizza e Subway.
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sexta-feira, 31 de agosto de 2012
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Fim dos brinquedos
agressivo” a iniciativa de ligar consumo de alimento a brindes
As redes de lanchonetes, restaurantes ou quaisquer outros estabelecimentos que vendem refeições não poderão distribuir brindes, brinquedos ou objeto de apelo infantil relacionados ao consumo do alimento que comercializa. A proibição se estende aos brindes gratuitos e aos pagos. É o que determina o projeto de lei do senador Eduardo Amorim (PSC-SE) aprovado nesta terça-feira na Comissão do Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) do Senado. O texto terá ainda de ser examinado nas comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e Assuntos Sociais (CAS), na última em caráter terminativo, antes de ser encaminhado à Câmara dos Deputados.
Amorim chama de “marketing agressivo” a iniciativa de ligar o consumo de alimentos a brindes. Ele entende que a prática “incute nos pequenos consumidores uma necessidade desenfreada de ter e de consumir”. “Utiliza-se, dessa forma, um processo subliminar associado à incapacidade de julgamento e à inexperiência da criança”, constata.
O senador limita-se a apontar a ligação entre o brinde e a alimentação como sendo responsável pela “lógica de consumo prejudicial” e “a consolidação de valores distorcidos, bem como a formação de hábitos alimentares prejudiciais à saúde”. Ele não faz nenhuma referência a hábitos alimentares incorretos da família e nem mesmo à pobreza que leva crianças a se alimentar incorretamente.
“Acreditamos que a decisão de consumir alimentos deve ser tomada com base na qualidade da dieta e não pode ser ofuscada pelo impulso ou desejo de apropriação de um brinquedo ou objeto de apelo infantil”, afirma o senador. Ele diz ainda que, em muitos casos, a criança nem está com fome, ao comprar o lanche relacionado ao brinquedo. “Ela simplesmente pede aos pais que comprem o lanche apenas para receber o brinde, atraída pelos personagens de desenho animado que ali existem”, constata o parlamentar.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
No Japão e agora no Brasil
Talvez fosse um pecado ter matado o peixe. Suponho que sim, embora a carne fosse para me conservar a vida e para alimentar muita gente. Mas então tudo é pecado. Não pense no pecado, meu velho. [...] "Mas você não matou o peixe apenas para conservar-se vivo e o vender para alimento", pensou ele. "Matou-o por orgulho e porque é um pescador. Amava o peixe quando estava vivo, afinal ainda o ama morto. Se o ama, com certeza que não foi pecado matá-lo. Ou será ainda pior?"
Ernest Hemingway
"O Velho e o Mar"
Em uma excelente matéria com apanhado de informações resultantes de investigação intensa, a Folha de S. Paulo denunciou esta semana a caça japonesa em águas brasileiras. Com autorização do Ministério da Pesca, comandando desde de março de 2012 por Marcelo Crivella (PRB-RJ), bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, embarcações gigantescas vindas do Japão estão fazendo por aqui o que já fizeram por lá: dizimando os animais para vendê-los a restaurantes e indústrias de enlatados.
“Comida” ou vítimas da nossa ganância?
“Os peixes são em sua essência comida ou vida selvagem desesperadamente necessitada de nossa compaixão?”, questiona o jornalista Paul Greenberg em seu livro-reportagem “Four Fish” (Quatro Peixes). A alta lucratividade do negócio faz os pescadores “esquecerem” que estão causando extrema dor a animais inocentes e destruindo o equilíbrio dos oceanos.
Segundo a oceanógrafa Sylvia Earle, da National Geographic Society, referência mundial em oceanografia, mais de 95% da população mundial de atum-azul já se foi e as outras espécies de atum estão seriamente ameaçadas pela pesca predatória.
Jogo político propicia o esquema
O economista paraibano Gabriel Calzavara de Araújo, ex-diretor do Departamento de Pesca e Aquicultura do Ministério da Agricultura (1998-2002, no segundo governo FHC), é dono de 2 das maiores empresas de arrendamento de embarcações estrangeiras por empresas brasileiras. Apenas uma de suas empresas, a Atlântico Tuna, que opera desde março de 2011, faturou no ano passado US$ 9 milhões com a exportação de 2.000 toneladas de atum. Sob a gestão de Gabriel, o Departamento de Pesca e Aquicultura do Ministério da Agricultura publicou o decreto 2.840, de 10/11/1998, que possibilitou a abertura do oceano brasileiro para a exploração japonesa.
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Quiero vivir
Fechado posso ver
Na estrada
Um caminho de sonhos
Desaparecendo
Sinto o final e não o compreendo
Estou com medo de pensar o que vem depois
Eu quero viver
Fugir da prisão e sair correndo
Vi você ir embora, longe de mim
Rumo ao inferno
Confidado em um canto, por trás da brisa
A luz penetra em mim, como uma carícia
Com frio e dor, a morte se aproxima
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Sua comida tem uma historia pra contar
Um incrível trabalho em stop motion que conta uma história importante sobre os animais.
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domingo, 19 de agosto de 2012
Animais enterrados vivos
Cerca de 114 mil pintos foram enterrados vivos em uma granja em Paulo Lopes, na Grande Florianópolis. Também foram jogados fora ovos contendo pintos prestes a nascer. De acordo com o dono do estabelecimento, falta ração para os animais.
Produtores de todo o estado estão com dificuldades semelhantes. Em Nova Veneza, no Sul de Santa Catarina, o criador Ovidio Frigo, que possui 20 mil frangos, está economizando ração fornecida pela empresa há quatro meses. O avicultor lamentou "A gente tem que tirar do próprio bolso para manter o aviário em funcionamento. O que a gente está recebendo realmente não está cobrindo as despesas".
Outros produtores preferiram interromper a produção. Maria Helena Alexandre, de Siderópolis, também no Sul do estado, está esperando a situação se normalizar para não deixar os animais com fome."É melhor ficar parado do que ficar trabalhando no prejuízo", explicou.
Segundo a empresa fornecedora de ração, as razões para o problema são o aumento na exportação do milho e o excesso de chuvas que ocorreram no Paraná e Mato Grosso.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
Hoje encontrei seu cão
Hoje encontrei seu cão.
Não, ele não foi adotado por ninguém. Aqui por perto, a maioria das pessoas já tem vários cães; aqueles que não têm, não querem nenhum. Eu sei que você esperava que ele encontrasse um bom lar quando o deixou aqui, mas ele não encontrou. Quando o vi pela primeira vez, ele estava bem longe da casa mais próxima e estava sozinho, com sede, magro e mancava por causa de um machucado na pata.
Eu queria tanto ser você naquele momento em que parei na frente dele. Para ver sua cauda abanando e seus olhos brilhando ao pular nos seus braços, pois ele sabia que você o encontraria, sabia que você não esqueceria dele. Para ver o perdão em seus olhos pelo sofrimento e pela dor por que ele havia passado em sua jornada sem fim à sua procura… Mas eu não era você. E, apesar das minhas tentativas de convencê-lo a se aproximar, seus olhos viam um estranho. Ele não confiava em mim. Ele não se aproximava.
Ele virou as costas e seguiu seu caminho, pois tinha certeza de que esse caminho o levaria a você. Ele não entende que você não está procurando por ele. Ele só sabe que você não está lá, sabe apenas que precisa te encontrar. Isso é mais importante do que comida, água ou o estranho que pode lhe dar essas coisas. Percebi que seria inútil tentar persuadi-lo ou segui-lo. Eu nem sei seu nome. Fui para casa, enchi um balde d’água e uma vasilha de comida e voltei para o lugar onde o havia encontrado. Não havia nem sinal dele, mas deixei a água e a comida debaixo da árvore onde ele havia buscado abrigo do sol e um pouco de descanso.
Veja bem, ele não é um cão selvagem. Ao domesticá-lo, você tirou dele o instinto de sobrevivência nas ruas. Ele só sabe que precisa caminhar o dia todo. Ele não sabe que o sol e o calor podem tirar-lhe a vida. Ele só sabe que precisa encontrá-lo.
Aguardei na esperança de que voltasse para buscar abrigo sob a árvore, na esperança de que a água e a comida que havia trazido fizessem com que confiasse em mim e eu pudesse levá-lo para casa, cuidar do machucado da pata, dar-lhe um canto fresco para se deitar e ajudá-lo a entender que agora você não faria mais parte de sua vida. Ele não voltou naquela manhã e, quando a noite caiu, a água e a comida permaneciam intocadas.
Fiquei preocupado. Você deve saber que poucas pessoas tentariam ajudar seu cão. Algumas o enxotariam, outras chamariam a carrocinha, que lhe daria o destino do qual você achou que o estava salvando – depois de dias de sofrimento sem água ou comida. Voltei ao local antes do anoitecer. Não o encontrei.
Na manhã seguinte, voltei e vi que a água e a comida permaneciam intactas. Ah, se você estivesse aqui para chamar seu nome! Sua voz é tão familiar para ele. Dirigi-me na direção que ele havia tomado ontem, sem muita esperança de encontrá-lo. Ele estava tão desesperado para te encontrar, que seria capaz de caminhar muitos quilômetros em 24 horas.
Algumas horas mais tarde, a uma boa distância do local onde eu o havia visto pela primeira vez, finalmente encontrei seu cão. A sede não o atormentava mais. Sua fome havia desaparecido e suas dores haviam passado. O machucado da pata não o incomodava mais. Agora seu cão está livre de todo esse sofrimento.
Seu cão morreu.
Ajoelhei-me ao lado dele e amaldiçoei você por não estar aqui ontem para que eu pudesse ver o brilho, por um instante sequer, naqueles olhos vazios. Rezei, pedindo que sua jornada o tenha levado àquele lugar que acho que você esperava que ele encontrasse. Se você soubesse por quanta coisa ele passou para chegar lá… E eu sofro, pois sei que, se ele acordasse agora, e se eu fosse você, seus olhos brilhariam ao reconhecê-lo, ele abanaria a cauda, perdoando-o por tê-lo abandonado.
(Autor desconhecido)
sábado, 11 de agosto de 2012
Banzé
Banzé foi abandonado em uma praça do Bairro Jardim Aeroporto, onde passou a morar, até que uma protetora que morava próximo à praça decidiu resgatá-lo.
Na verdade, ela fez um pouco mais que resgatá-lo. Adotou-o.
Mostrava-se muito grato e feliz em sua nova casa. Saía pra passear, algumas vezes sozinho, mas não ia muito além da praça, cheirava, marcava um território que nem sequer era dele, e depois voltava, valorizando a segurança de uma casa acolhedora. Tinha cama quente, ração balanceada e tudo o que um lobo precisa. Um dia, em uma de suas rondas pela praça, ouviu o choro de alguns gatinhos que haviam sido deixados presos em uma caixa de papelão, em uma lixeira da praça. Ao ouvir os miados dos gatinhos, Banzé rasgou a caixa e levou um por um para sua casa. Conhecendo bem o abandono e a difícil vida nas ruas, Banzé tirou-os dali com a certeza de que seriam salvos, na mesma casa que o acolheu.
Sobre viver
Documentário sobre vegetarianismo e seus impactos na natureza.
Direção e roteiro: Guilherme Moura
Fotografia e Câmera: Bruno Galvão
Técnico de Som: Hiago Barros
Direção de Produção: João Marcelo Ren
Ass. de Produção: Rayssa Baldez
Direção de Arte: Thiago Castro
Montagem: Marco Vieira e Douglas Boiago
Entrevistados:
Paula Palmieri
Miguel Mauro Neto
Mariana Freitas
Joyce Cafieiro
Caroline Lopes
Rose Maya
Guilherme “Hemp”
Luis Felipe Coutinho
Competição bizarra !
A competição pra lá de incomum possui objetivo de arrecadar fundos escolares e é considerado evento esportivo. Uma escola particular da Nova Zelândia estimula crianças a vestirem gambás mortos em trajes de gala ou engraçados para a participação em um concurso de animais vestidos.
As fotos mostram a competição na Escola Uruti, no norte do país. Talvez você imagine que os animais sejam fruto de taxidermia, mas na realidade os corpos peludos é parte de um evento de gambás mortos que ocorre na cidade para arrecadar dinheiro em prol de obras sociais. Como era de se esperar, o evento provoca a ira de ambientalistas defensores dos animais, acusando a escola de crueldade, mas os professores rebatem dizendo ser algo muito “divertido”, arrecadando o equivalente a R$ 12 mil reais em cada realização.
“Havia uma multidão incrível e foi muito divertido. Animais não são as únicas espécies que são vestidas assim. Fazemos isso com os humanos também”, comentou Pauline Sutton, em declaração ao Taranaki Daily News.
“Os animais merecem respeito, tanto os silvestres como os domésticos. Nós encorajamos a empatia com os animais, mesmo quando eles estão mortos e é uma pena que uma escola estimule isso aos filhos das pessoas”, comentou o porta-voz de um dos grupos de apoio aos animais, de acordo com o siteOddityCentral.
Os gambás são considerados uma praga na Nova Zelândia. Matar o animal no país parece ter se tornado uma espécie de “esporte” bizarro. Certamente existem maneiras menos ‘mórbidas’ de arrecadar dinheiro.
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domingo, 29 de julho de 2012
Manuela
Casos de maus tratos contra animais são, infelizmente, cada vez mais comuns no noticiário jornalístico. Mas a história da cadelinha Manuela impressiona pelo desfecho. Após cair de uma laje e não ser socorrida pelo próprio dono, o animal precisou amputar as duas patas esquerdas.
Para a surpresa de todos os funcionários da Coordenadoria de Proteção à Vida Animal (Coprovida) de Santos, Manuela não somente consegue andar, como também se levanta e come sozinha. “Em mais de 20 anos lidando com animais, eu nunca vi um cão amputado conseguir andar e correr só com as patas de um lado do corpo. A recuperação dela é impressionante”, afirma a responsável pela Coprovida, Leila Abreu.
Uma das explicações para tamanha resistência é a idade do animal: Manuela tem pouco mais de um ano. Além de ser muito dócil, também é muito ativa. A Manu – como também é chamada pelos funcionários da Coprovida – adora correr e brincar como qualquer cão jovem. A outra razão para Manuela conseguir se equilibrar só com as patas direitas é o porte físico semelhante aos cães da raça whippet, cujo corpo é esbelto e com forma anatômica ideal para atingir grandes velocidades. “Só conhecia a história de um whippet, nos Estados Unidos, que anda com as laterais. No Brasil, é a primeira vez que vejo um animal como a Manuela”, destaca Leila.
Omissão Há três meses, a cadela foi levada à Coprovida por uma mulher que estava hospedada na casa dos donos de Manuela. Na ocasião, ela contou que esperou os proprietários saírem do imóvel, na Zona Noroeste, para buscar ajuda porque não aguentava mais ver tanto sofrimento. Após cair da laje, o animal teve fraturas expostas nas duas patas esquerdas. “Mas os donos abandonaram a cadela machucada no quintal durante 15 dias. Devido à dor, ela não conseguia se alimentar. Por isso, também chegou aqui desnutrida”, lembra a coordenadora da Coprovida.
O responsável pela cadela foi intimado a comparecer no órgão da Prefeitura. Ele foi multado em R$ 1 mil por maus tratos e omissão de socorro. De acordo com Leila, a multa varia de R$ 50,00 a R$ 1 mil. “Aplicamos a multa mais alta. Além disso, a Manuela ficou sob a nossa guarda porque avaliamos que se ela fosse entregue aos donos correria risco”.
Recuperação A cadela foi submetida a duas cirurgias ortopédicas para a colocação de pinos nas patas fraturadas. Mas, o procedimento não teve sucesso por causa de um quadro infeccioso. “Como ela permaneceu muito tempo sem cuidados médicos, a infecção acabou atingindo os ossos. Por isso, os pinos não se fixaram. A única saída foi amputar os dois membros”, explica Leila.
Manuela teve a pata dianteira amputada há um mês. Na semana passada, foi a vez da pata traseira. “Apesar de a operação ser recente, ela logo começou a correr e brincar. Ficamos todos muito impressionados com a vontade de viver da Manu”, diz a responsável pela Coprovida.
Jornal A Tribuna
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Qual bicho é esse ?
1º Bicho em extinção 2º Bicho de estimação

3º Bicho de entretenimento
4º Bicho de experimento 5º Bicho de exploração
Qual espécie de bicho é contraditória o suficiente para proteger o primeiro, mimar o segundo, abusar o terceiro, torturar o quarto e comer o quinto ?
SVB - Sociedade Vegetariana Brasileira
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Pássaro cativo
Pássaro Cativo
Olavo Bilac
Armas, num galho de árvore,o alçapão.
E, em breve, uma avezinha descuidada,
Batendo as asas cai na escravidão.
Dás-lhe alpiste, e água fresca, e ovos e tudo.
Por que é que, tendo tudo, há de ficar
O passarinho mudo,
Arrepiado e triste sem cantar?
É que, criança, os pássaros não falam.
Gorjeando apenas a sua dor exalam,
sem que os homens os possam entender;
Se os pássaros falassem,
Talvez os teus ouvidos escutassem
Este cativo pássaro dizer:
" Não quero o teu alpiste!
Gosto mais do alimento que procuro
Na mata livre em que voar me viste;
Tenho água fresta no recanto escuro
Da selva em que nasci;
Da mata entre os verdores,
Tenho frutos e flores
Sem precisar de ti!
Não quero a tua esplêndida gaiola
Pois nenhuma riqueza me consola,
De haver perdido aquilo que perdi...
Prefiro o ninho humilde construído
De folhas secas, plácido, escondido.
Solta-me ao vento e ao sol!
Com que direito à escravidão me obrigas?
Quero saudar as pombas do arrebol!
Quero, ao cair da tarde,
Entoar minhas tristíssimas cantigas!
Porque me prendes? Solte-me, covarde!
Deus me deu por gaiola a imensidade!
Não me roubes a minha liberdade...
Quero voar! Voar! "
Estas coisas o pássaro diria,
Se pudesse falar,
E a tua alma, criança, tremeria,
Vendo tanta aflição,
E a tua mão tremendo lhe abriria
As portas da prisão...
Olavo Bilac
Armas, num galho de árvore,o alçapão.
E, em breve, uma avezinha descuidada,
Batendo as asas cai na escravidão.
Dás-lhe alpiste, e água fresca, e ovos e tudo.
Por que é que, tendo tudo, há de ficar
O passarinho mudo,
Arrepiado e triste sem cantar?
É que, criança, os pássaros não falam.
Gorjeando apenas a sua dor exalam,
sem que os homens os possam entender;
Se os pássaros falassem,
Talvez os teus ouvidos escutassemEste cativo pássaro dizer:
" Não quero o teu alpiste!
Gosto mais do alimento que procuro
Na mata livre em que voar me viste;
Tenho água fresta no recanto escuro
Da selva em que nasci;
Da mata entre os verdores,
Tenho frutos e flores
Sem precisar de ti!
Não quero a tua esplêndida gaiola
Pois nenhuma riqueza me consola,
De haver perdido aquilo que perdi...
Prefiro o ninho humilde construído
De folhas secas, plácido, escondido.
Solta-me ao vento e ao sol!
Com que direito à escravidão me obrigas?
Quero saudar as pombas do arrebol!
Quero, ao cair da tarde,
Entoar minhas tristíssimas cantigas!
Porque me prendes? Solte-me, covarde!
Deus me deu por gaiola a imensidade!
Não me roubes a minha liberdade...
Quero voar! Voar! "
Estas coisas o pássaro diria,
Se pudesse falar,
E a tua alma, criança, tremeria,
Vendo tanta aflição,
E a tua mão tremendo lhe abriria
As portas da prisão...
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