quarta-feira, 30 de maio de 2012

Massacre de baleias

 Até 1572 baleias-piloto massacradas em um ano



 No ritual, batizado Grindadráp – literalmente, em dialeto local, “assassinato de baleias-piloto” – e que os habitantes consideram uma tradição milenar imutável, centenas de baleias-pilotos, mamíferos aquáticos negros que podem medir entre 6 e 8 metros de comprimento, são brutal e covardemente assassinados a cada ano nas águas que margeiam as Faröe, tingindo-as de um macabro vermelho.
 Um verdadeiro oceano de sangue deixado por um número de baleias mortas que pode ultrapassar as 1500 por temporada.



 A técnica para encurralar os indefesos seres marinhos, sejam machos, fêmeas ou filhotes, envolve o uso de barcos, que pouco a pouco vão cercando as vítimas e as deixando sem saída. Uma vez capturadas, as baleias-piloto são dilaceradas com golpes implacáveis de enormes facas, buscando pontos vitais dos animais como a espinha dorsal.
 O objetivo, segundo os responsáveis pela matança, é distribuir a carne dos animais entre a população, em cuja dieta figura há mais de mil anos. Garantem que não vendem as toneladas obtidas com a chacina.
 Mas até mesmo esta justificativa é rebatida por opositores à prática. De acordo com Paul Watson, ativista responsável pela Sea Shepherd “a matança de baleias não é para subsistência, nem mesmo uma necessidade nutricional das Ilhas Faröe”. Ainda segundo Watson, “a carne da baleia-piloto é tóxica, com metilmercúrio e outros metais pesados, como chumbo, bifenilos policlorados e outros”.


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Carne e a produção de CO2



 A produção de um quilo de carne bovina no Brasil pressupõe o gasto de 335 quilos de dióxido de carbono (CO2), exatamente a mesma quantidade consumida em uma viagem de 1.600 quilômetros em um automóvel europeu médio.
 Especialistas da Áustria e Holanda chegaram a essa conclusão em um recente estudo, cujos resultados foram divulgados nesta quinta-feira (24) pela agência APA.
 No caso da carne de vaca produzida nos Países Baixos, um quilo equivale a 111 quilômetros de automóvel, pois nas duas situações o CO2 emitido é de 22 quilogramas.
 Kurt Schmidinger, da Universidade de Viena, e Elke Stehfest, da agência PBL Netherlands Environmental Assessment Agency, desenvolveram um sistema especial para fazer estabelecer o custo climático dos alimentos.
 A maior inovação nestes cálculos é que, além das emissões na produção dos alimentos, o estudo também contabiliza a superfície do pasto para os animais, um fator ignorado até agora, apesar de ser considerado central para a mudança climática.
 A razão é que os gramados de grandes superfícies impedem o desenvolvimento de florestas e plantas naturais, que por sua vez atuam absorvendo CO2 da atmosfera, o que combate o efeito estufa.
 Segundo os especialistas, a produção de alimentos vegetais é a menos nociva para o meio ambiente.

Fonte-R7

sábado, 19 de maio de 2012

Explorando cavalos


 Não muito material disponível para consulta e, aparentemente, pouca gente se lembra deles. Os cavalos explorados por jockeys, jogadores e outros tipos de pessoas são mais um problema.A crueldade não é tão óbvia quando em um rodeio, mas ela está lá.
“Ah, mas eles são mais bem tratados que muitos de nós!”
 A maioria destes animais vale muito dinheiro no mercado sujo que compra e vende suas vidas. Portanto, os tratadores precisam cuidar para que sua saúde esteja em dia. Isso não quer dizer que eles não sejam maltratados durante os cansativos treinamentos. É claro que não podemos afirmar que todos os cavalos exploradados para a diversão humana são agredidos ou torturados, mas há fortes evidências que nos levam a pensar que sim.
 Abaixo, um vídeo que ilustra melhor as torturas físicas que um cavalo sobre durante provas de hipismo ou corridas.

  

Penas e Plumas




 Muitas pessoas pensam que a produção de penas e plumas não é cruel, já que o criador não mata os animais para retirada de suas penas,de fato, os criadores não matam as aves, pois pretendem torturá-las até o fim de suas vidas, para faturar mais. Durante o processo da retirada das penas, funcionários colocam os animais – geralmente gansos -no colo e começam a arrancar suas penas violentamente. Quanto mais rápido, mais dinheiro. Neste processo terrivelmente doloroso, o que se ouve são gritos de desespero das aves. Muitas lesões, obviamente, são provocadas e os animais voltam para o barracão escuro onde sobrevivem cambaleantes e sujeitos a doenças, com feridas sangrando em vários pontos.
 Não se engane pelas mensagens de beleza, maciez e conforto divulgadas pelas lojas que, naturalmente, fazem parte desta cadeia produtiva.

Opte por soluções sintéticas. Não financie esta crueldade.



Peixes sentem dor




 Não há duvida sobre a capacidade dos peixes de sentir stress e dor. Quando são perseguidos, capturados, ou ameaçados de todas as maneiras, eles reagem como os humanos face ao stress pelo aumento da sua freqüência cardíaca, do seu ritmo respiratório e por uma descarga hormonal de adrenalina. O prolongamento de condições adversas, como grande confusão ou a poluição, ameaça lhes fazer sofrer de deficiência imunitária e de lesões orgânicas internas.
 Tanto pela bioquímica como pela estrutura, seu sistema nervoso central se parece intimamente com o nosso. Nos vertebrados, as terminações nervosas livres registram a dor; os peixes as possuem em abundância. Seu sistema nervoso produz também as encefalinas e as endorfinas, substâncias análogas aos opiáceos que possuem um papel contra a dor nos humanos. Quando estão machucados, os peixes se contorcem, ofegam e exibem outros sinais de dor.
 Fica lógico que os peixes sentem medo, e este tem uma função na aquisição do comportamento de fuga. Se um vairão for atacado uma vez por um brochet, ou se vir outro ser atacado, o odor de um brochet é suficiente para fazê-lo fugir. Os peixes que foram atacados por jovens brochets fogem assim que escutam o rangido de dentes desses últimos.



Fonte: Revista Animal's Agenda