quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Fim dos brinquedos

Senador chama de “marketing 
agressivo” a iniciativa de ligar consumo de alimento a brindes 

 As redes de lanchonetes, restaurantes ou quaisquer outros estabelecimentos que vendem refeições não poderão distribuir brindes, brinquedos ou objeto de apelo infantil relacionados ao consumo do alimento que comercializa. A proibição se estende aos brindes gratuitos e aos pagos. É o que determina o projeto de lei do senador Eduardo Amorim (PSC-SE) aprovado nesta terça-feira na Comissão do Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) do Senado. O texto terá ainda de ser examinado nas comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e Assuntos Sociais (CAS), na última em caráter terminativo, antes de ser encaminhado à Câmara dos Deputados.
 Amorim chama de “marketing agressivo” a iniciativa de ligar o consumo de alimentos a brindes. Ele entende que a prática “incute nos pequenos consumidores uma necessidade desenfreada de ter e de consumir”. “Utiliza-se, dessa forma, um processo subliminar associado à incapacidade de julgamento e à inexperiência da criança”, constata.
 O senador limita-se a apontar a ligação entre o brinde e a alimentação como sendo responsável pela “lógica de consumo prejudicial” e “a consolidação de valores distorcidos, bem como a formação de hábitos alimentares prejudiciais à saúde”. Ele não faz nenhuma referência a hábitos alimentares incorretos da família e nem mesmo à pobreza que leva crianças a se alimentar incorretamente.
 “Acreditamos que a decisão de consumir alimentos deve ser tomada com base na qualidade da dieta e não pode ser ofuscada pelo impulso ou desejo de apropriação de um brinquedo ou objeto de apelo infantil”, afirma o senador. Ele diz ainda que, em muitos casos, a criança nem está com fome, ao comprar o lanche relacionado ao brinquedo. “Ela simplesmente pede aos pais que comprem o lanche apenas para receber o brinde, atraída pelos personagens de desenho animado que ali existem”, constata o parlamentar.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

No Japão e agora no Brasil


  Talvez fosse um pecado ter matado o peixe. Suponho que sim, embora a carne fosse para me conservar a vida e para alimentar muita gente. Mas então tudo é pecado. Não pense no pecado, meu velho. [...] "Mas você não matou o peixe apenas para conservar-se vivo e o vender para alimento", pensou ele. "Matou-o por orgulho e porque é um pescador. Amava o peixe quando estava vivo, afinal ainda o ama morto. Se o ama, com certeza que não foi pecado matá-lo. Ou será ainda pior?"
                                                               Ernest Hemingway

                                                               "O Velho e o Mar"

 Em uma excelente matéria com apanhado de informações resultantes de investigação intensa, a Folha de S. Paulo denunciou esta semana a caça japonesa em águas brasileiras. Com autorização do Ministério da Pesca, comandando desde de março de 2012 por Marcelo Crivella (PRB-RJ), bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, embarcações gigantescas vindas do Japão estão fazendo por aqui o que já fizeram por lá: dizimando os animais para vendê-los a restaurantes e indústrias de enlatados.

Comida” ou vítimas da nossa ganância?
 “Os peixes são em sua essência comida ou vida selvagem desesperadamente necessitada de nossa compaixão?”, questiona o jornalista Paul Greenberg em seu livro-reportagem “Four Fish” (Quatro Peixes). A alta lucratividade do negócio faz os pescadores “esquecerem” que estão causando extrema dor a animais inocentes e destruindo o equilíbrio dos oceanos.
 Segundo a oceanógrafa Sylvia Earle, da National Geographic Society, referência mundial em oceanografia, mais de 95% da população mundial de atum-azul já se foi e as outras espécies de atum estão seriamente ameaçadas pela pesca predatória.
Jogo político propicia o esquema
O economista paraibano Gabriel Calzavara de Araújo, ex-diretor do Departamento de Pesca e Aquicultura do Ministério da Agricultura (1998-2002, no segundo governo FHC), é dono de 2 das maiores empresas de arrendamento de embarcações estrangeiras por empresas brasileiras. Apenas uma de suas empresas, a Atlântico Tuna, que opera desde março de 2011, faturou no ano passado US$ 9 milhões com a exportação de 2.000 toneladas de atum. Sob a gestão de Gabriel, o Departamento de Pesca e Aquicultura do Ministério da Agricultura publicou o decreto 2.840, de 10/11/1998, que possibilitou a abertura do oceano brasileiro para a exploração japonesa.

Matéria completa 

Quiero vivir




Fechado posso ver
Na estrada
Um caminho de sonhos
Desaparecendo
Sinto o final e não o compreendo
Estou com medo de pensar o que vem depois

Eu quero viver
Fugir da prisão e sair correndo
Vi você ir embora, longe de mim
Rumo ao inferno

Confidado em um canto, por trás da brisa
A luz penetra em mim, como uma carícia
Com frio e dor, a morte se aproxima

Sua comida tem uma historia pra contar




Um incrível trabalho em stop motion que conta uma história importante sobre os animais.

domingo, 19 de agosto de 2012

Animais enterrados vivos


 Cerca de 114 mil pintos foram enterrados vivos em uma granja em Paulo Lopes, na Grande Florianópolis. Também foram jogados fora ovos contendo pintos prestes a nascer. De acordo com o dono do estabelecimento, falta ração para os animais.
 Produtores de todo o estado estão com dificuldades semelhantes. Em Nova Veneza, no Sul de Santa Catarina, o criador Ovidio Frigo, que possui 20 mil frangos, está economizando ração fornecida pela empresa há quatro meses. O avicultor lamentou "A gente tem que tirar do próprio bolso para manter o aviário em funcionamento. O que a gente está recebendo realmente não está cobrindo as despesas".
 Outros produtores preferiram interromper a produção. Maria Helena Alexandre, de Siderópolis, também no Sul do estado, está esperando a situação se normalizar para não deixar os animais com fome."É melhor ficar parado do que ficar trabalhando no prejuízo", explicou.
 Segundo a empresa fornecedora de ração, as razões para o problema são o aumento na exportação do milho e o excesso de chuvas que ocorreram no Paraná e Mato Grosso.




 O descarte de pintinhos machos em granjas de ovos não é novidade. Cerca de 1.500 deles são mortos e triturados por dia em apenas uma grande granja (média). Estes animais mortos viram ração para os que estão vivos.Porém, uma empresa enterrou cerca de 114 mil pintinhos vivos em uma vala nos fundos da fábrica, o motivo, segundo o “criador”, foi a falta de ração no mercado.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Hoje encontrei seu cão




 Hoje encontrei seu cão.
 Não, ele não foi adotado por ninguém. Aqui por perto, a maioria das pessoas já tem vários cães; aqueles que não têm, não querem nenhum. Eu sei que você esperava que ele encontrasse um bom lar quando o deixou aqui, mas ele não encontrou. Quando o vi pela primeira vez, ele estava bem longe da casa mais próxima e estava sozinho, com sede, magro e mancava por causa de um machucado na pata.
 Eu queria tanto ser você naquele momento em que parei na frente dele. Para ver sua cauda abanando e seus olhos brilhando ao pular nos seus braços, pois ele sabia que você o encontraria, sabia que você não esqueceria dele. Para ver o perdão em seus olhos pelo sofrimento e pela dor por que ele havia passado em sua jornada sem fim à sua procura…  Mas eu não era você. E, apesar das minhas tentativas de convencê-lo a se aproximar, seus olhos viam um estranho. Ele não confiava em mim. Ele não se aproximava.
 Ele virou as costas e seguiu seu caminho, pois tinha certeza de que esse caminho o levaria a você. Ele não entende que você não está procurando por ele. Ele só sabe que você não está lá, sabe apenas que precisa te encontrar. Isso é mais importante do que comida, água ou o estranho que pode lhe dar essas coisas. Percebi que seria inútil tentar persuadi-lo ou segui-lo.  Eu nem sei seu nome. Fui para casa, enchi um balde d’água e uma vasilha de comida e voltei para o lugar onde o havia encontrado. Não havia nem sinal dele, mas deixei a água e a comida debaixo da árvore onde ele havia buscado abrigo do sol e um pouco de descanso.
 Veja bem, ele não é um cão selvagem. Ao domesticá-lo, você tirou dele o instinto de sobrevivência nas ruas. Ele só sabe que precisa caminhar o dia todo. Ele não sabe que o sol e o calor podem tirar-lhe a vida. Ele só sabe que precisa encontrá-lo.
 Aguardei na esperança de que voltasse para buscar abrigo sob a árvore, na esperança de que a água e a comida que havia trazido fizessem com que confiasse em mim e eu pudesse levá-lo para casa, cuidar do machucado da pata, dar-lhe um canto fresco para se deitar e ajudá-lo a entender que agora você não faria mais parte de sua vida. Ele não voltou naquela manhã e, quando a noite caiu, a água e a comida permaneciam intocadas.
 Fiquei preocupado. Você deve saber que poucas pessoas tentariam ajudar seu cão. Algumas o enxotariam, outras chamariam a carrocinha, que lhe daria o destino do qual você achou que o estava salvando – depois de dias de sofrimento sem água ou comida. Voltei ao local antes do anoitecer. Não o encontrei.
 Na manhã seguinte, voltei e vi que a água e a comida permaneciam intactas. Ah, se você estivesse aqui para chamar seu nome! Sua voz é tão familiar para ele. Dirigi-me na direção que ele havia tomado ontem, sem muita esperança de encontrá-lo. Ele estava tão desesperado para te encontrar, que seria capaz de caminhar muitos quilômetros em 24 horas.
 Algumas horas mais tarde, a uma boa distância do local onde eu o havia visto pela primeira vez, finalmente encontrei seu cão. A sede não o atormentava mais. Sua fome havia desaparecido e suas dores haviam passado. O machucado da pata não o incomodava mais.   Agora seu cão está livre de todo esse sofrimento.
 Seu cão morreu.
 Ajoelhei-me ao lado dele e amaldiçoei você por não estar aqui ontem para que eu pudesse ver o brilho, por um instante sequer, naqueles olhos vazios. Rezei, pedindo que sua jornada o tenha levado àquele lugar que acho que você esperava que ele encontrasse. Se você soubesse por quanta coisa ele passou para chegar lá… E eu sofro, pois sei que, se ele acordasse agora, e se eu fosse você, seus olhos brilhariam ao reconhecê-lo, ele abanaria a cauda, perdoando-o por tê-lo abandonado.
(Autor desconhecido)


sábado, 11 de agosto de 2012

Banzé



 Banzé foi abandonado em uma praça do Bairro Jardim Aeroporto, onde passou a morar, até que uma protetora que morava próximo à praça decidiu resgatá-lo.
 Na verdade, ela fez um pouco mais que resgatá-lo. Adotou-o.
 Mostrava-se muito grato e feliz em sua nova casa. Saía pra passear, algumas vezes sozinho, mas não ia muito além da praça, cheirava, marcava um território que nem sequer era dele, e depois voltava, valorizando a segurança de uma casa acolhedora. Tinha cama quente, ração balanceada e tudo o que um lobo precisa. Um dia, em uma de suas rondas pela praça, ouviu o choro de alguns gatinhos que haviam  sido deixados presos em uma caixa de papelão, em uma lixeira da praça. Ao ouvir os miados dos gatinhos, Banzé rasgou a caixa e levou um por um para sua casa. Conhecendo bem o abandono e a difícil vida nas ruas, Banzé tirou-os dali com a certeza de que seriam salvos, na mesma casa que o acolheu.




Sobre viver


Documentário sobre vegetarianismo e seus impactos na natureza.
Direção e roteiro: Guilherme Moura
Fotografia e Câmera: Bruno Galvão
Técnico de Som: Hiago Barros
Direção de Produção: João Marcelo Ren
Ass. de Produção: Rayssa Baldez
Direção de Arte: Thiago Castro
Montagem: Marco Vieira e Douglas Boiago

Entrevistados:
Paula Palmieri
Miguel Mauro Neto
Mariana Freitas
Joyce Cafieiro
Caroline Lopes
Rose Maya
Guilherme “Hemp”
Luis Felipe Coutinho

Competição bizarra !


A competição pra lá de incomum possui objetivo de arrecadar fundos escolares e é considerado evento esportivo. Uma escola particular da Nova Zelândia estimula crianças a vestirem gambás mortos em trajes de gala ou engraçados para a participação em um concurso de animais vestidos.
 As fotos mostram a competição na Escola Uruti, no norte do país. Talvez você imagine que os animais sejam fruto de taxidermia, mas na realidade os corpos peludos é parte de um evento de gambás mortos que ocorre na cidade para arrecadar dinheiro em prol de obras sociais. Como era de se esperar, o evento provoca a ira de ambientalistas defensores dos animais, acusando a escola de crueldade, mas os professores rebatem dizendo ser algo muito “divertido”, arrecadando o equivalente a R$ 12 mil reais em cada realização.




“Havia uma multidão incrível e foi muito divertido. Animais não são as únicas espécies que são vestidas assim. Fazemos isso com os humanos também”, comentou Pauline Sutton, em declaração ao Taranaki Daily News.



“Os animais merecem respeito, tanto os silvestres como os domésticos. Nós encorajamos a empatia com os animais, mesmo quando eles estão mortos e é uma pena que uma escola estimule isso aos filhos das pessoas”, comentou o porta-voz de um dos grupos de apoio aos animais, de acordo com o siteOddityCentral. 





Os gambás são considerados uma praga na Nova Zelândia. Matar o animal no país parece ter se tornado uma espécie de “esporte” bizarro. Certamente existem maneiras menos ‘mórbidas’ de arrecadar dinheiro.

Fonte