quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Mercy For Animals' Pro-Vegetarian MTV Commercials

McDonald’s

Um grupo de defesa dos direitos dos animais divulgou um vídeo que mostra a forma cruel com um dos fornecedores de ovos da cadeia de fast food McDonalds trata as galinhas. O vídeo divulgado pela ONG “Mercy for Animals” foi gravado com uma câmara oculta na Sparboe Eggs Farm e mostra as galinhas a serem tratadas de forma cruel.

A McDonalds já suspendeu a compra de ovos da empresa e emitiu um comunicado a sublinhar que considera que “o comportamento exibido no video é perturbador e completamente inaceitável”.

Galinhas amontoadas em gaiolas, sem qualquer espaço nem condições, pintainhos com bicos queimados a sangue frio e várias cenas de tortura são algumas das imagens divulgadas.



 
Se o McDonald’s acha que explorar e torturar animais é “completamente inaceitável”, seria bacana eles mostrarem de onde eles vão comprar os ovos depois de romper o contrato com o fornecedor em questão. A maioria das cenas do vídeo são puro padrão de produção da indústria e não atos de crueldade isolados.

Venda de carne de tartaruga


Após 30 anos de proibição, a carne de tartaruga começa, infelizmente, a circular entre os pratos de renomados restaurantes paulistas. Por enquanto, a criação é feita apenas no Acre. Chegou à São Paulo, recentemente, um lote de 60kg da “iguaria” cruel. A criação e assassinato destes animais está sendo patrocinada por chefes da capital de São Paulo como Ana Luiza Trajano e Alex Atala. O criadouro se esconde atrás do nome de Projeto Tamazon e usa de artifícios como “repovoamento da espécie” para justificar a barbárie que está cometendo.

Existe um receio por parte dos restaurantes de que a carne de tartaruga não tenha grande saída. As tartarugas são consideradas animais domésticos e já é esperada uma certa repulsa por conta dos clientes. Ainda assim, os estabelecimentos vão tentar reintroduzir a carne deste animal no cardápio brasileiro.

Mais uma vez, a chave está nas mãos do consumidor.



A criação e o abate estão sendo feitos no estado do Acre.

Massacre de baleias na Dinarmarca

Mais um ano e a barbárie se repete. Moradores das Ilhas Faroe participam de caçada a baleias piloto durante o tradicional ritual Grindadrap de caça a baleias, nas proximidades da capital Torshavn. Os habitantes da ilha, uma província autônoma da Dinamarca, matam e comem baleias piloto todos os anos.



sábado, 12 de novembro de 2011

Milagre


Apelidado agora de Milagre, o vira-lata escapou de câmara de gás nos EUA

Daniel é um cão especial. Seu apelido, Milagre, já diz tudo. O vira-lata, claramente descendente dos simpáticos beagles, virou notícia na cidadezinha de Florence, no Estado do Alabama (EUA), recentemente, por ter sobrevivido à câmara de gás.

É isso mesmo. Ele driblou a morte, destino dos cães abandonados da cidade norte-americana que são enviados ao Departamento de Controle Animal. Segundo Cod Berry, que há cinco meses tem um dos empregos mais absurdos do mundo (apertar o botão que libera o gás monóxido de carbono na salinha onde os animais sem donos são deixados para execução), Daniel Milagre escapou ileso do sacrifício. Foi encontrado, após a seção de eutanásia coletiva, abanando o rabinho.

Daniel havia sido deixado em uma gaiola própria para depósito de animais abandonados do abrigo de Florence. No local, são sacrificados cerca de 30 animais por mês.

Ninguém sabe ao certo por que ele foi o único a permanecer vivo, da leva de cinco cãezinhos que foram encaminhados à câmara de gás, na semana passada. Phil Stevenson, porta-voz do governo local de Florence, afirmou em entrevista ao site inglês Daily Mail que apenas três cachorros sobreviveram ao mesmo método de sacrifício na cidade, nos últimos 12 anos.

Daniel, aliás, recebeu o nome em homenagem ao personagem bíblico homônimo, que ficou trancafiado com leões em uma cova e sobreviveu. Resgatado por um grupo de protetores de animais de Nova Jersey, também nos EUA, o cachorrinho agora está disponível para adoção.

Desde que saiu do avião que o levou até sua nova morada, o animal não para de abanar o rabinho. Atualmente, Daniel vive com a voluntária Jill Pavlik, com quem ficará até que alguém resolva adotá-lo e levá-lo para casa.

A cabelereira Jill, aliás, é só elogios ao hóspede.

- Ele é absolutamente encantador. Vive circulando pela casa, como se sempre tivesse morado aqui. É muito doce, feliz, esperto e desinibido.

Segundo Linda Schiller, fundadora e presidente do abrigo que resgatou Daniel do Alabama, já foram enviadas cerca de cem inscrições de pessoas de todo o país interessadas em adotar o cão.

Milagre?

O gás carbônico é liberado na câmara somente após seu fechamento, afirma Stevenson. Em geral, os animais desmaiam e, então, morrem.

Segundo ele, hipóteses para explicar o raríssimo acontecimento envolvem o número de animais colocados no local, a concentração de monóxido de carbono liberada na ocasião, a capacidade de vedação da sala, o possível vazamento de gás e o estado de saúde de Daniel.

Animais mais jovens costumam ter mais chance de sobrevivência à exposição do gás. O mesmo acontece com os mais altos, já que o monóxido de carbono é mais pesado que o ar.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Alfacista

 Estamos presenciando atualmente, nas redes sociais, vlogs e blogs humorísticos brasileiros, o crescimento de uma onda de alfacismo ora piadístico, ora claramente ofensivo contra o vegetarianismo e o veganismo. Ela segue um “padrão Rafinha Bastos” de “humor”, divulgando ora pôsteres reacionários sobre produtos à base de gado e comer alface, ora vídeos xingadores, cativando os internautas onívoros que antipatizam com a possibilidade de ser persuadidos a pararem de comer carne.

 Nos últimos dois meses a mania vem crescendo ineditamente. Os principais motes vêm sendo videoclipes amadores, cujas músicas possuem letras chulas dirigindo ofensas aos veg(etari)anos e defensores dos Direitos Animais em geral e fazendo apologia ao consumo conscientemente inconsciente de carne, e imagens fazendo gracinhas relacionadas a alfaces e divulgando que muitos produtos são feitos com ingredientes de origem bovina.

 Até o momento essa modinha tem sido algo relativamente centralizado e pouco criativo, com uma variedade pequena de conteúdo alfacista reproduzindo-se e atraindo muitas visitas. No que se refere às imagens, dois memes têm sido viralmente reproduzidos: o pôster “Esta alface morreu só para que você pudesse ser vegetariano. Tenha compaixão, coma pedras” e o cartaz “Produtos à base de gado/Sua vida é uma ilusão, seu vegetariano chato!” (versão light da que chamava “vegan chato do car…”). Já os vídeos que encabeçam a mania são os clipes “Carnívoro Song” e o “Vegan, minha comida caga na sua”, ambos de um mesmo autor.

 Essas “atrações”, embora transmitam pouco ou nenhum argumento (o único conteúdo que ainda dá para levar a sério é o “Produtos à base de gado”*), vêm sendo utilizados como se fossem livros sagrados para os mais reaças. Se o colega vegetariano do onívoro começa uma discussão sobre consumo de carne X ética, o creófilo mostra na lata o pôster “Produtos à base de gado” para convencer o vegetariano de sua “hipocrisia”. Ou então tira do bolso a piadinha de comer pedras para não matar alfaces, acreditando erroneamente que o vegetarianismo evita o consumo de qualquer ser vivo.

 Ou, caso não esteja aberto a qualquer debate, usa os clichês ofensivos do tipo “minha comida cag* na sua”, “enfia seu húmus na casa do car*...", “vegetariano não gosta de buc*...", aprendidos nos vídeos alfacistas, seja defensivamente quando um vegetariano o questiona, seja ofensivamente quando este está quieto.

 Por enquanto a nova mania reacionária não se estende ainda sob forma de textos, sendo a grande maioria dos artigos alfacistas existentes no momento anteriores à ascensão do escracho antivegetariano. Mas talvez seja só uma questão de tempo que conteúdos argumentativos comecem a se alastrar pela blogosfera, pela videosfera e pelas redes sociais.

 Alguns blogs com número robusto de visitas parecem já estar a postos, esperando a moda evoluir do mero escracho a um movimento conservador sério para então começarem a dar embasamento aos recusadores mais agressivos do vegetarianismo. Isso deverá acontecer em poucos meses ou alguns anos. Mas não se espera deles uma maturidade lógica e emocional (leia-se textos sem agressividade e sem falácias), deverão certamente seguir o mesmo padrão de argumentação falha e ofensiva dos textos hoje existentes.

 É previsível que esse movimento alfacista cresça, e muito, nos próximos meses ou anos, mas felizmente isso não é um motivo de desânimo ou uma evidência de retrocesso da conscientização semeada pelos defensores dos Direitos Animais. Pelo contrário, é um ótimo sinal. Indica que o vegetarianismo e o veganismo estão crescendo muito e praticamente já não podem mais ser ignorados pelos onívoros, nem estão mais relegados à marginalidade e pouca significância numérica em que estavam no passado.

 Não comer animais e suas secreções é um assunto que chama cada vez mais a atenção da mídia, seja tratado com aparente imparcialidade, seja difamado por manipulação. O vegetarianismo e o veganismo entram em pauta em quase todos os fóruns de discussão e em muitas rodas de conversa. E a tendência é propagar-se mais e mais pela sociedade.

 Assim sendo, os que rejeitam visceralmente a ideia de parar de comer carne e desfrutar do paladar dessa mescla de músculo, gordura e tempero já não podem mais fingir que nós vegs não existimos. Como não podem mais nos ignorar, lançam-se no reacionarismo, única opção que lhes resta para recusarem o vegetarianismo, tratando este com troça ou rejeição raivosa.

 Isso já era esperado, uma vez que os Direitos Animais confrontam os interesses e prazeres de muita gente e desafia as crenças e tradições hegemônicas. Assim como os homofóbicos contra a ascensão do movimento LGBT, os misógino-machistas contra o progresso e aprofundamento do feminismo e o os cristãos intolerantes contra o crescimento do ateísmo e do movimento neoateísta, os alfacistas apareceriam e cresceriam em notoriedade de qualquer jeito.

 E o melhor de tudo é que, por mais que atrapalhem e tentem impedir os progressistas de promover os avanços nos direitos dos historicamente dominados, os conservadores não conseguem deter por muito tempo as mudanças que orientam as sociedades no rumo à igualdade. Não é nada diferente disso a onda alfacista, a qual, mesmo que se torne séria num futuro próximo, não consegue sequer equilibrar razão e emoção ou produzir argumentos desprovidos de apelos ad hominem, falácias ou incorreções científicas.

 Ao invés de nos desanimar, a crescente mania do alfacismo deve nos dar forças, por ser um indicativo de que nossa luta pelos direitos dos animais não humanos está obtendo progressos exponenciais e é superior ao nervosismo alfacista, e também por nos fazer corrigir ou descartar argumentos falhos. Se dogmatismo – vide o uso de poucas imagens como “verdades inquestionáveis” –, ofensas anti-intelectuais ou travestidas de cientificidade e falácias são tudo o que o reacionarismo antivegetariano tem para oferecer, é muito difícil que vá ao menos arranhar a luta pelo respeito aos animais.

 *A imagem “Produtos à base de gado” deve ser questionada com base nas seguintes indagações:
- Todas as marcas de todos os produtos listados no pôster usam restos mortais bovinos? Ou há substitutos?
- Realmente todos os produtos listados usam ainda hoje ingredientes de origem bovina? Ou tem aqueles que usavam no passado e não mais hoje?
- Tendo sido a tal imagem traduzida do inglês (título original “Products made from cattle/Conclusion: There’s no such thing as a vegan”), não existe a possibilidade de alguns dos produtos listados terem ingredientes bovinos apenas nos EUA, e não no Brasil?
- Quais produtos listados não têm substitutos veganos no Brasil?
- Como comprovar a veracidade da mensagem passada (“Todos estes produtos, em todas as suas marcas, usam ingredientes derivados do gado e não têm nenhum substituto vegano, logo o veganismo é uma farsa”)?


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A história de Christian, o leão

Linda Linda Linda !

Você amaria desse jeito ?


Frases

" O animal selvagem e cruel não é aquele que está atrás das grade, é o que esta na frente delas. "

" Se experiências em animais fossem abandonadas, a humanidade teria tido um avanço fundamental. "

" Falai aos animais, em lugar de lhes bater. "

" Os sacrifícios foram inventados pelo homem como pretexto para comer carne. "

" A proteção dos animais faz parte da moral e da cultura dos povos. "

" Quem mata um boi é como o que tira a vida a um homem. "

" Os animais dividem conosco o privilégio de terem uma alma. "

" O destino dos animais é muito mais importante para mim do que o medo de parecer ridículo. "

" Ninguém pode se queixar da falta de um amigo, podendo ter um cão.

"Os animais são meus amigos... e eu não como meus amigos. "

" A civilização de um povo se avalia pela forma que seus animais são tratados. "

" Eu não gosto de quem maltrata os animais. "

" Quem os fazem mal... é uma pessoa mal amada. "

" Eu amo de mais os animais. "

" Eles são meus melhores amigos "

" Cães amam seus amigos e mordem seus inimigos. "

" Jamais creia que os animais sofrem menos do que os humanos. "

Frases ditas por protetores dos animais, vegetarianos/vegans ativistas, veterinários, biólogos, crianças. 




Ozzy Osbourne se torna vegano





Esta semana o veganismo ganhou um adepto e defensor de peso: Ozzy Osbourne. Durante um programa de televisão co-apresentado por sua esposa, Sharon Osbourne, o velho madman declarou que decidiu se tornar vegano depois que um de seus assistentes o mostrou um documentário chamado “Forks Over Knifes” (“Garfos Sobre Facas”, em tradução livre) – Trailler | Site oficial.
Durante a conversa, Ozzy deixou claro que seu motivo é, prioritariamente, saúde: “Eu me sinto bem, na verdade, eu me sinto melhor comigo mesmo, sabe? Eu vou emfarras… Essa é a razão pela qual eu decidi cortar a carne e produtos lácteos. Eu tenho limitado o que eu posso comer, porque quando você está na estrada e você está viajando, você tem pães e hambúrgueres… estão por toda parte… então agora eu estou estreitando a margem.”
Ainda em tom muito descontraído, Ozzy brincou: “Não estou dizendo que serei vegano pra sempre. Eu posso voltar a comer carne quando minha mulher aprenser a cozinhar, ou seja, nunca!”