domingo, 29 de julho de 2012

Manuela


 Casos de maus tratos contra animais são, infelizmente, cada vez mais comuns no noticiário jornalístico. Mas a história da cadelinha Manuela impressiona pelo desfecho. Após cair de uma laje e não ser socorrida pelo próprio dono, o animal precisou amputar as duas patas esquerdas.
 Para a surpresa de todos os funcionários da Coordenadoria de Proteção à Vida Animal (Coprovida) de Santos, Manuela não somente consegue andar, como também se levanta e come sozinha. “Em mais de 20 anos lidando com animais, eu nunca vi um cão amputado conseguir andar e correr só com as patas de um lado do corpo. A recuperação dela é impressionante”, afirma a responsável pela Coprovida, Leila Abreu.
 Uma das explicações para tamanha resistência é a idade do animal: Manuela tem pouco mais de um ano. Além de ser muito dócil, também é muito ativa. A Manu – como também é chamada pelos funcionários da Coprovida – adora correr e brincar como qualquer cão jovem. A outra razão para Manuela conseguir se equilibrar só com as patas direitas é o porte físico semelhante aos cães da raça whippet, cujo corpo é esbelto e com forma anatômica ideal para atingir grandes velocidades. “Só conhecia a história de um whippet, nos Estados Unidos, que anda com as laterais. No Brasil, é a primeira vez que vejo um animal como a Manuela”, destaca Leila. 

Omissão Há três meses, a cadela foi levada à Coprovida por uma mulher que estava hospedada na casa dos donos de Manuela. Na ocasião, ela contou que esperou os proprietários saírem do imóvel, na Zona Noroeste, para buscar ajuda porque não aguentava mais ver tanto sofrimento. Após cair da laje, o animal teve fraturas expostas nas duas patas esquerdas. “Mas os donos abandonaram a cadela machucada no quintal durante 15 dias. Devido à dor, ela não conseguia se alimentar. Por isso, também chegou aqui desnutrida”, lembra a coordenadora da Coprovida. 
 O responsável pela cadela foi intimado a comparecer no órgão da Prefeitura. Ele foi multado em R$ 1 mil por maus tratos e omissão de socorro. De acordo com Leila, a multa varia de R$ 50,00 a R$ 1 mil. “Aplicamos a multa mais alta. Além disso, a Manuela ficou sob a nossa guarda porque avaliamos que se ela fosse entregue aos donos correria risco”.
Recuperação A cadela foi submetida a duas cirurgias ortopédicas para a colocação de pinos nas patas fraturadas. Mas, o procedimento não teve sucesso por causa de um quadro infeccioso. “Como ela permaneceu muito tempo sem cuidados médicos, a infecção acabou atingindo os ossos. Por isso, os pinos não se fixaram. A única saída foi amputar os dois membros”, explica Leila.
 Manuela teve a pata dianteira amputada há um mês. Na semana passada, foi a vez da pata traseira. “Apesar de a operação ser recente, ela logo começou a correr e brincar. Ficamos todos muito impressionados com a vontade de viver da Manu”, diz a responsável pela Coprovida.



Jornal A Tribuna

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Qual bicho é esse ?

1º Bicho em extinção                                                                  2º Bicho de estimação 




3º Bicho de entretenimento

4º Bicho de experimento                                                               5º Bicho de exploração












Qual espécie de bicho é contraditória o suficiente para proteger o primeiro, mimar o segundo, abusar o terceiro, torturar o quarto e comer o quinto ? 


SVB - Sociedade Vegetariana Brasileira 


Pássaro cativo

Pássaro Cativo 
Olavo Bilac 


Armas, num galho de árvore,o alçapão. 
E, em breve, uma avezinha descuidada, 
Batendo as asas cai na escravidão. 
Dás-lhe alpiste, e água fresca, e ovos e tudo. 
Por que é que, tendo tudo, há de ficar
O passarinho mudo,
Arrepiado e triste sem cantar? 


É que, criança, os pássaros não falam. 
Gorjeando apenas a sua dor exalam, 
sem que os homens os possam entender;
Se os pássaros falassem,
Talvez os teus ouvidos escutassem
Este cativo pássaro dizer: 


" Não quero o teu alpiste! 
Gosto mais do alimento que procuro
Na mata livre em que voar me viste; 
Tenho água fresta no recanto escuro
Da selva em que nasci;
Da mata entre os verdores, 
Tenho frutos e flores
Sem precisar de ti! 


Não quero a tua esplêndida gaiola
Pois nenhuma riqueza me consola, 
De haver perdido aquilo que perdi...


Prefiro o ninho humilde construído
De folhas secas, plácido, escondido. 
Solta-me ao vento e ao sol! 
Com que direito à escravidão me obrigas? 
Quero saudar as pombas do arrebol! 
Quero, ao cair da tarde, 
Entoar minhas tristíssimas cantigas! 
Porque me prendes? Solte-me, covarde!
Deus me deu por gaiola a imensidade! 
Não me roubes a minha liberdade...
Quero voar! Voar! " 


Estas coisas o pássaro diria,
Se pudesse falar, 
E a tua alma, criança, tremeria, 
Vendo tanta aflição, 
E a tua mão tremendo lhe abriria 
As portas da prisão... 


sábado, 14 de julho de 2012

Quantos animais morrem ?



Para os animais não-humanos não houve segunda guerra mundial. 
Pois a primeira jamais terminou...



Assassinatos de animais por ano*:
30 bilhões para experimentações cientificas
30 bilhões para alimentação
4000 milhões para caça esportiva
120 milhões para a industria da moda
40 milhões para controle de zoonoses

Uma guerra por minuto:
4,2 trilhões de animais em 70 anos de vida
60 bilhões de animais por ano
5 bilhões de animais por mês
1,25 bilhão de animais por semana
178 milhões de animais por dia
7,5 milhões de animais por hora
125 mil animais por minuto
2 mil animais por segundo

* Números oficiais. Estima-se que na realidade possa haver até o dobro de mortes anuais. 

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Teste em animais¹


 A pressão de consumidores pelo fim dos testes em animais na indústria de cosméticos tem levado alguns países a reformularem a legislação do tema. Na União Europeia, a meta é acabar com esses testes até 2013. No Brasil, já se começa a estudar as alternativas às cobaias, mas discutir o tema parece tabu.
 Embora muitas empresas respondam que não usam bichos em estudos de novos produtos, falta transparência. São raras as embalagens que trazem a informação.
 No mundo, os testes estão na berlinda por serem considerados cruéis. Todos os anos, cerca de 100 milhões de bichos são empregados em pesquisas científicas só nos EUA, segundo estimativa da Peta, ONG de proteção animal famosa pelas suas campanhas com celebridades.
 Coelhos, hamsters e camundongos são usados em laboratórios para verificar se componentes de cosméticos podem causar irritação ou alergia em humanos. Em geral, essas avaliações são feitas com novos ingredientes. Para testar se um novo xampu pode irritar os olhos, por exemplo, substâncias são pingadas diretamente, por dias, em córneas de coelhos.

NA VITRINE
 Para chamar a atenção sobre o tema, uma ativista britânica se submeteu a um protesto que chocou Londres, em abril. Jacqueline Traide, 24, passou dez horas exposta na vitrine de uma loja de cosméticos sendo submetida a todo tipo de "tortura": imobilizada, teve o cabelo raspado, recebeu injeções, foi forçada a engolir substâncias e produtos foram aplicados em seus olhos como se ela fosse uma cobaia.
 O objetivo do ato foi simular alguns dos procedimentos mais comuns que acontecem na indústria da beleza.
 Mas já há alternativas para a maior parte dos testes feitos hoje em seres vivos.
 Algumas dessas tecnologias in vitro ainda precisam ser validadas (ter eficácia científica comprovada) no Brasil. Os métodos alternativos também são mais caros, o que demanda maior investimento das empresas.
 Fora do Brasil, o caminho do consumidor interessado em escolher marcas de cosméticos que não usam cobaias é mais rápido. Muitos fabricantes informam sobre isso nos rótulos. Há selos de certificação, como o "Cruelty Free", concedido pela Peta após pesquisas. Além disso, a ONG também divulga listas, atualizadas semana a semana, com os nomes das empresas que testam e das que não testam em animais. A relação está disponível em no site da organização.
 Por aqui, a veterinária Gabriela Toledo criou o Pea (Projeto Esperança Animal). A ONG também apresenta uma lista em seu site das empresas que não realizam testes em animais no Brasil. Para constar na lista, basta o fabricante fazer uma declaração atestando que não realiza o procedimento.
 "No começo, íamos atrás das empresas questionando sua política de testes. Muitas nos ignoravam ou enviavam respostas evasivas. Hoje, são elas que nos procuram", diz Toledo. A lista brasileira tem 97 empresas.
 A saída é a rotulagem obrigatória, na opinião da veterinária. "Saber se determinado produto foi testado ou não em animais é direito do consumidor, mas é negligenciado."
 Até marcas que afirmam ter banido esses testes, como Unilever, P&G e Natura, não colocam essa informação nas embalagens.
 "Faz parte da conduta da empresa não fazer propaganda sobre esses benefícios nos rótulos", afirma Elisabete Vicentini, gerente de segurança do consumidor da Natura. A companhia aboliu os estudos em cobaias em 2006. A Abiphec, entidade que reúne fabricantes de cosméticos e produtos de uso pessoal, ressalta que "a informação não é obrigatória e vai da decisão da empresa".
 Um projeto de lei sobre bem-estar animal que prevê, entre outros pontos, a obrigatoriedade de informar sobre testes em bichos nas embalagens dos cosméticos, está parado na Câmara há cinco anos. "As coisas mudaram, há mais consciência sobre essa questão. Não dá mais para ficarmos sem legislação sobre o assunto", acredita o deputado federal Ricardo Trípoli (PSDB-SP), autor da proposta.


Folha de São Paulo - Andrea Vialli

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Atum


A ONG espanhola Igualdad Animal faz um ótimo trabalho para tentar mostrar as pessoas a realidade por trás dos alimentos que é consumido. 
 O vídeo abaixo mostra o que acontece com os Atuns antes de chegarem a lata.


Peixes sentem dor ? - Sim.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Pitbull

Faça a escolha certa 

Foi dado a você o direito de escolha.
Escolher com quem quer esta e quando vai estar.
Escolher o que vestir e como vestir.
Escolher por onde andar e como andar
Mas ele, só fez uma escolha...
Ele te escolheu para amar e cuidar e até
mesmo quando ninguém mais estiver ao
seu lado, ele estará.
Ninguém nasce para brigar, nem ele !
E ele só aprende aquilo que lhe é
ensinado.
Então ensine-o a amar.
E acima de tudo ame-o muito.
Nós damos nosso voto contra o projeto
de lei [ PL 300/08 ]que pretende extinguir
os cães da raça Pitbull e que define
outras 15 raças como " cães de guarda
perigosos ou potencialmente perigosos "



Nós votamos para que sejam extintos
os donos que maltratam e
estimulam sua agressividade, pois
esses sim, são da pior raça do mundo,
a raça humana.





Foie gras - Figado gordo