A vida sem carne atrai cada vez mais pessoas: nos Estados Unidos, na França, na Inglaterra, na Nova Zelândia e também aqui no Brasil. Pesquisa realizada em 2009 pela Harris Interactive indica que há entre 6 e 8 milhões de adultos vegetarianos nos Estados Unidos. Em nosso país, o grupo Ipsos, especializado em pesquisas de marketing, concluiu que 28% das pessoas adultas “tem procurado comer menos carne”. Acredita-se ser esse o segundo maior índice mundial, próximo ao canadense e maior que o britânico. Os Estados Unidos, dizem, talvez por serem também lideres em doenças cardiovasculares, é o campeão na porcentagem de pessoas que estão tentando fugir da carne.
Por que as pessoas estão procurando consumir menos carne ? A resposta a essa pergunta você encontra na matéria desse mês. [ Comprem essa revista ^.^’ é ótima ! Vida&Saúde ] Não Há estudos que informem o numero exato de brasileiros adeptos da alimentação sem carne, mas sabemos que há pelo menos três fortes motivações que levam as pessoas, em qualquer lugar do mundo, a adotar esse cardápio: ética, saúde e religião, nessa ordem de prioridade.
No campo da ética, os argumentos se baseiam especialmente no direito à vida que os animais devem compartilhar com os seres humanos. Segundo Humphry Primatt, 1776, o autor do livro, The Duty of Marcy, matar animais para comer é injusto porque eles só têm uma coisa preciosa a preservar: a vida. Humanos tem honras, cargos, patrimônio e possibilidade de expandir seus limites. Animais só têm a vida nos limites configurados por sua condição biológica.
Nem todos s vegetarianos são religiosos, mas muitas religiões se preocupam com o cardápio de seus fieis, adotando a dieta vegetariana com o objetivo único de poupar os animais um destino cruel e de sofrimento. É o caso dos jainistas, hinduísta e budistas. Na história do judaísmo há momentos históricos em que a carne de animais foi totalmente suprimida, como no caso da vagueação no deserto após o Êxodo do Egito, em que o povo recebeu durante 40 anos, maná, um cereal, como alimento. Posteriormente, a nação foi orientada a não comer carne de animais classificados como impuros ( porcos, peixe sem escama, crustáceos, etc). Já o cristianismo, dizem, virou um grande self-service. Para ser simpático as multidões, rejeitou as restrições alimentares judaicas e de outras religiões orientais e abriu a porta a todos os cardápios.
Na razões relacionadas à saúde são conhecidas e se afiguram muito fortes e embasadas por pesquisas cientificas que nos últimos anos tem demonstrado que não comer carne reduz a mortalidade e a incidência de doenças gravíssimas como diabetes, cânceres de diversos tipos e cardiopatias. Aém disso, a dieta vegetariana pode favorecer “ um ganho de um e meio a dois anos de vida . A conclusão é de Paul Appleby da Univercidade de Oxford, que há alguns anos analisou todos os trabalhos disponiveis que comparavam a mortalidade de vegetarianos à dos onívoros.
Fonte: Revista Vida e Saúde – Editorial { Francisco Lemos }
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